segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Entenda melhor o que é o Bullying


Bullying não é qualquer agressão ou bate-boca, alerta especialista

Por Paulo Saldaña e Victor Vieira - O Estado de S. Paulo

Expert em psicologia escolar da PUC explica que, em geral, vítima se apresenta em condição de inferioridade em relação a agressor

"Bullying" entrou de vez no vocabulário dos brasileiros nos últimos anos, mas a palavra inglesa não se refere a qualquer tipo de agressão ou bate-boca entre colegas. São classificadas com esse termo as violências físicas ou psicológicas feitas sistematicamente contra uma pessoa. 
"No geral, a vítima se apresenta numa condição de inferioridade em relação ao agressor", explica Marilda Pierro, especialista em psicologia escolar da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Para ela, outro erro é considerar o bullying um fenômeno à parte, "desvinculado de outras formas de violência na sociedade".
De acordo com a especialista em bullying e doutora em Educação Cleo Fante, é importante diferenciar o bullying de uma ação pontual e também de brincadeiras que são próprias da idade. "O tema é novo e ganhou muita visibilidade. Mas não podemos nem pensar em banalização, porque se banaliza pode haver a legitimização por quem pratica e por quem sofre." Cleo também ressalta que o fenômeno não pode ser confundido com casos, por exemplo, de racismo no futebol.
O pesquisador Fábio Camilo da Silva, mestre em avaliação psicológica, acaba de lançar uma ferramenta que se propõe identificar possíveis vitimas ou autores de bullying dentro do ambiente escolar. A chamada Escala de Avaliação do Bullying Escolar (EAB-E). "A gente criou escala direcionada para profissionais da educação que pode ser utilizada pelo coordenador, ou mesmo em outros ambientes. Em qualquer momento que tenha reunião com intuito escolar, como aulas de balé", diz ele. A deia, segundo ele, é que as crianças respondam ao conjunto de questões e, com base nisso, sejam criados dados científicos que deem base para fazer interferências. Silva lembra que, antigamente, a propagação de informações era diferente, o que coloca atualmente a prática em outra dimensão. "Hoje as consequências são maiores." 
A prevenção e o combate ao bullying, de acordo com Marilda Pierro, da PUC-SP, depende da aproximação correta dos professores. "Como todo e qualquer ato reprovável socialmente, as agressões tendem a ser camufladas", afirma. "Havendo confiança e proximidade entre educadores e educandos, as coisas ficam mais fáceis", recomenda.
Situações de violência, na opinião da pesquisadora, também podem se tornar oportunidades pedagógicas. "Se os conflitos não forem evitados ou ignorados, é possível tratá-los como objeto de reflexões e aprendizagem para a convivência respeitosa", aponta.


Famílias. Saber identificar é também um desafio para as famílias. Uma publicitária de São Paulo que pediu anonimato diz que precisou de muita conversa com a filha de 10 anos para perceber que era hora de ir até a escola - uma das mais tradicionais da cidade. "Ela não achava a escola mais interessante e fomos tentando entender o por quê. Aos poucos ela foi falando que não se sentia mais à vontade de falar na sala porque sempre tiravam sarro dela. E teve crises de choro". Antes que as gozações contínuas evoluíssem, a mãe foi até a escola, que soube contornar a situação. "Em uma viagem, a escola colocou no mesmo quarto minha filha exatamente com a menina que mais a perseguia. Foi algo muito positivo", diz ela. "A minha preocupação é mais relacionada à maneira como isso pode comprometer o aprendizado."

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Cuidado com a escrita!

É muito importante escrever correto para que a mensagem seja compreendida perfeitamente.


terça-feira, 27 de outubro de 2015

O que é Literatura?


A literatura, como manifestação artística, tem por finalidade recriar a realidade a partir da visão de determinado autor (o artista), com base em seus sentimentos, seus pontos de vista e suas técnicas narrativas. O que difere a literatura das outras manifestações é a
matéria-prima: a palavra que transforma a linguagem utilizada e seus meios de expressão. Porém, não se pode pensar ingenuamente que literatura é um “texto” publicado em um “livro”, porque sabemos que nem todo texto e nem todo livro publicado são de caráter literário.
Logo, o que definiria um texto “literário” de outro que não possui essa característica? Essa é uma questão que ainda gera discussão em diversos meios, pois não há um critério formal para definir a literatura a não ser quando contrastada com as demais manifestações artísticas (evidenciando sua matéria-prima e o meio de divulgação) e textuais (evidenciando um texto literário de outro não literário). Segundo José de Nicola (1998:24), o que torna um texto literário é a função poética da linguagem que “ocorre quando a intenção do emissor está voltada para a própria mensagem, com as palavras carregadas de significado.” Além disso, Nicola enfatiza que não apenas o aspecto formal é significativo na composição de uma obra literária, como também o seu conteúdo.
 “O que é literatura?” é antes de tudo uma pergunta histórica. O que conhecemos por literatura não era o mesmo que se imaginava há, por exemplo, duzentos anos quando, na Europa, o gênero literário “romance” começou a se desenvolver graças ao desenvolvimento dos jornais, que possibilitou uma maior divulgação do gênero, mudando o que se entendia a respeito do assunto. Se antes as “belas letras” eram compostas por composições em verso que seguiam uma estrutura formal de acordo com critérios estabelecidos desde a antiguidade, agora, com o advento e a popularização do romance, a forma de se entender a literatura foi modificada e novos gêneros textuais foram ganhando espaço. Exemplo disso, é que, no século XX houve a atribuição de alguns gêneros considerados “menores” como cartas, biografias e diários à categoria “literária”.
Um dos registros mais antigos que se tem acerca do tema deve-se a Aristóteles, pensador grego que viveu entre 384 e 322 (A. C.). Aristóteles elaborou um conjunto de anotações em que busca analisar as formas da arte e da literatura de seu tempo. Para isso, o pensador elaborou a teoria de que a poesia (gênero literário por excelência da época) era “técnica” aliada à “mimese” (imitação), diferenciando os gêneros trágico e épico do cômico e satírico e, por fim, do lírico. Segundo o filósofo, o que difere a arte literária, representada pela poesia, dos textos investigativos em prosa é a qualidade universal que a imitação permite. Ao imitar o que é diferente (épico e tragédia), o que é inferior (comédia e sátira) e o que está próximo (lírico), o artista cria a “fictio”, isto é, “ficção”, inventando histórias genéricas, porém verossímeis.
Os escritos de Aristóteles são questionados nos dias de hoje, uma vez que a literatura sofreu uma evolução sem precedentes nos últimos séculos, aceitando novos gêneros e presenciando a criação de novos meios de veiculação, como a internet. Todos esses fatores acabam “diluindo” a definição clássica de literatura e gerando novas atribuições ao longo de seu desenvolvimento e recepção.

Referências:
NICOLA, José de. Literatura Brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Scipione, 1998.






segunda-feira, 26 de outubro de 2015

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

terça-feira, 29 de setembro de 2015

20 Alimentos que acalmam

   O que são alimentos que acalmam? Muitos podem dizer que comer, independente do alimento que
for, acalma, principalmente pessoas que sofrem de ansiedade e compulsão por comida, mas isso não significa que todos os alimentos são calmantes. Existem alguns que têm realmente propriedades e nutrientes que combatem o estresse, desaceleram a adrenalina e promovem sensação de bem estar causando uma espécie de anestesia emocional. Esse tipo de alimentos que acalmam pode gerar uma sensação temporária de tranquilidade, mas é uma solução que desaparece rapidamente. Acompanhe a lista dos principais alimentos que acalmam abaixo!

1. Aspargos
   Aspargos são alimentos extremamente consumidos na alta gastronomia, servidos principalmente em entradas ou como acompanhamentos, mas provavelmente você não sabia que eles podem trazer benefícios para o seu humor, acalmando os ânimos não é mesmo? Pois então, a presença de ácido fólico é essencial para manter a calma e está presente nos aspargos. Fica excelente preparado no vapor e adicionado a saladas, bem como grelhados para dar crocância ao prato.

2. Abacate
  Estas frutas cremosas podem trazer muito bem estar ao seu corpo. Rico em glutationa, uma substância que bloqueia especificamente a absorção intestinal de certas gorduras que causam lesões oxidativas, abacates também contêm luteína, betacaroteno, vitamina E e ácido fólico mais do que qualquer outra fruta, e por isso também são alimentos que acalmam. Em um quarto de um abacate existe também uma abundância de vitaminas do complexo B. Entretanto, tem alta taxa de gordura, sendo portanto calórico, por isso, deve ser consumido em quantidades reduzidas para não interferir na dieta.

3. Mirtilos
    Mirtilos têm alguns dos mais altos níveis de um antioxidante conhecido como antocianina, que tem sido relacionado a todos os tipos de resultados positivos para a saúde, incluindo a cognição nítida. Mas no geral, todas as frutas vermelhas são alimentos que acalmam, incluindo morangos, framboesas e amoras, pois são ricas em vitamina C, que já foi comprovado que pode ser útil no combate ao estresse.
Pesquisadores alemães selecionam 120 pessoas para dar um discurso, em seguida, fazer problemas de matemática complexos. Aqueles que tinham ingerido vitamina C apresentaram menor pressão arterial e níveis mais baixos de cortisol após as atividades de estresse. Os mirtilos substituem qualquer outra fruta na dieta e podem ser consumidos de diferentes formas.

4. Castanha de caju
   As castanhas são excelentes lanches e têm um sabor salgado e textura crocante. Para aqueles que tentam perder peso, as castanhas são uma combinação potente, pois satisfazem os níveis de proteína e gordura, mas deve-se ingerir em pequenas quantidades pois são ricos em calorias. A castanha de caju é especialmente uma boa fonte de zinco. Os baixos níveis de zinco têm sido associados à ansiedade e à depressão. E sabe-se que o corpo não consegue armazenar zinco, por isso é importante obter as quantidades necessárias através da alimentação e as castanhas podem suprir essa necessidade no lanche da manhã ou tarde ou picados sobre pratos principais e saladas.

5. Chá de camomila
    Este é provavelmente um dos melhores alimentos que acalmam, além de mais conhecidos por essa propriedade popularmente. O chá de camomila é frequentemente indicado para pessoas que sofrem de insônia antes de dormir, justamente por suas propriedades calmantes e antiestresse.
Um estudo da Universidade da Pensilvânia testou os suplementos de camomila em 57 participantes com transtorno de ansiedade generalizada durante 8 semanas e descobriu-se que levou a uma queda significativa nos sintomas de ansiedade. Apesar da pesquisa ter sido realizada com suplementos de camomila, a ingestão do chá quente ou frio tem o mesmo efeito e é muito mais saboroso. De acordo com a Universidade de Maryland Medical Center, a camomila, por interferir nos nervos calmantes, também promove o sono. Procure ingerir uma xícara sempre antes de dormir.

6. Chocolate amargo
    Além da presença de antioxidantes que tornam o chocolate amargo um dos melhores alimentos que combatem problemas cardiovasculares, ele tem também uma ligação direta com o humor. Um estudo recente realizado na Universidade da Califórnia, em San Diego relata que tanto as mulheres como os homens comem mais chocolate quando os sintomas depressivos aumentam.
O chocolate amargo, em particular, é conhecido por reduzir a pressão arterial, trazendo uma sensação de calma. Ele contém mais polifenois e flavonoides e dois tipos importantes de antioxidantes do que alguns sucos de frutas. Você pode ingerir com parcimônia o chocolate escuro como um lanche uma vez por semana sem interferir na perda de peso.

7. Alho
  Como muitas plantas, o alho é rico em antioxidantes poderosos. Estes produtos químicos neutralizam os radicais livres (partículas que danificam as células, causam doenças e aceleram o envelhecimento) e podem reduzir ou até mesmo ajudar a prevenir alguns dos danos que os radicais livres causam ao longo do tempo. Entre os compostos presentes no alho está a alicina, que tem sido associada ao combate a doenças cardíacas câncer e até mesmo o resfriado comum. Devido ao fato do estresse enfraquecer o sistema imunológico, as pessoas precisam de alho para fortalecer a defesa do corpo. O interessante do alho é que ele pode ser refogado em quase todos os pratos principais, sendo uma excelente opção de tempero, dando mais sabor aos pratos.

8. Chá verde
   Além de ser rico em cafeína (até mais do que o café), o chá verde também tem um aminoácido chamado teanina. Pesquisadores da Universidade de Illinois afirmam que além de proteger contra alguns tipos de câncer, este alimento é um impulsionador do cérebro, melhorando o desempenho mental e gerando calma e bem estar. Também é utilizado como um aliado no emagrecimento, por seu efeito termogênico que acelera o metabolismo e bloqueia as células de gordura. Por isso indica-se a ingestão de dois copos por dia, preferencialmente entre uma refeição e outra.

9. Farinha de aveia
   Trata-se de um carboidrato complexo que ajuda o cérebro a produzir serotonina, uma substância química relacionada à sensação de bem estar. Não só a serotonina tem propriedades antioxidantes, mas também promove uma sensação calmante que ajuda a superar o estresse.
Estudos têm demonstrado que as crianças que consomem mingau de aveia no café da manhã ficam mais calmas durante toda a manhã. A presença do betaglucano, um tipo de fibra solúvel encontrada na aveia, ajuda a promover mais saciedade do que outros cereais integrais. É ideal para ser consumido no café da manhã para começar bem o dia.

10. Ostras
   Para você que acreditava que o único poder da ostra era o aspecto afrodisíaco, você está muito enganado. As ostras são alimentos que acalmam, ricas em zinco; em seis ostras, que é a quantidade geralmente servida em um restaurante como aperitivo, há mais de metade da ingestão diária recomendada deste importante mineral. Ficam deliciosos com gelo e um pouco de limão. 

11. Laranjas
  Outra grande fonte de vitamina C são as laranjas, além de serem refrescantes e deliciosas. A vitamina C tem função fundamental no fortalecimento do sistema imunológico, que está associado a uma sensação maior de bem estar. São alimentos que acalmam mais práticos, que podem ser carregados nas bolsas, uma vez que a casca protege contra sujeiras e outras interferências externas. O suco de laranja pode ser também um importante calmante.

12. Nozes
   O sabor doce das nozes é realmente agradável e já foi comprovado que podem ajudar a melhorar as funções cognitivas. Eles contêm ácido alfa-linolénico, um ácido graxo essencial ômega-3, e outros polifenois que ajudam a impedir a perda de memória. Pesquisadores da Universidade de Tufts descobriram que os animais que ingeriram nozes conseguiram reverter alguns sinais de envelhecimento do cérebro. Pode ser ingerido nos intervalos entre as refeições ou picados nos pratos.

13. Peixe
  O peixe é um dos melhores alimentos que acalmam para ingerir em suas refeições principais. O peixe é um super alimento nutricional por muitas razões, que servem para ajudar a reduzir drasticamente a ansiedade. O peixe é rico em proteínas e vitaminas do complexo B, que inibem a tensão, mas também é rico em ácidos graxos, que diminuem as chances de doença cardiovascular, ajudam na regulação do açúcar no sangue e previnem e tratam a depressão.
O peixe é também uma fonte rica de magnésio, um mineral que ajuda na função do sistema nervoso e promove o relaxamento. O melhor de tudo é que o peixe é uma das melhores fontes de triptofano, um aminoácido encontrado em certos alimentos que reduz os hormônios do estresse no corpo e proporciona uma sensação de calma, ao mesmo tempo, mantendo-o alerta sem o nervosismo. Uma deficiência em triptofano tem sido associada a ansiedade, depressão e hipertensão arterial, juntamente com perturbações do humor.
O peixe também é fácil de digerir e uma fantástica fonte de proteína magra, tornando-se um alimento maravilhoso para consumir sem comprometer a dieta. Para mantê-lo saudável, certifique-se de escolher peixes selvagens ao longo de criação e optar por opções grelhadas.

14. Iogurte grego
  Realmente não há como negar os benefícios do iogurte grego, especialmente o tipo sem açúcar simples. Iogurte grego é livre de gordura, contém quase 22 gramas de proteína em 170 gramas e apenas cerca de 120 calorias. Melhor do que isso, ele faz parte dos alimentos que acalmam reduzindo a ansiedade por diminuir a pressão arterial e fornecendo uma quantidade saudável de vitaminas B6 e B12.
Iogurte grego também é rico em magnésio, cálcio, potássio e proteína, componentes que combatem a ansiedade muito rapidamente. Misture o iogurte grego com um pouco de canela e mel e satisfaça sua compulsão por doce com um alimento nutritivo e naturalmente calmante.

15. Amêndoas
 As amêndoas são uma excelente fonte de vitamina E, magnésio, fibras, potássio, manganês, proteínas vegetais e gorduras saudáveis, o que ajuda a combater o nervosismo e satisfazer as necessidades de alimentos energéticos. Sua gordura também ajuda a manter o corpo completo e saciado e sua fibra retarda os níveis de açúcar no sangue.
Opte por amêndoas cruas ou torradas e evite as variedades salgadas, pois o sódio pode contribuir para a aumentar a pressão arterial, o que realmente induz a ansiedade e traz outros problemas de saúde.

16. Espinafre
   Espinafre pode ser um dos alimentos que você menos quer comer quando está estressado, porém, é um dos melhores alimentos que acalmam dentre os outros da lista. Ele é rico em magnésio, que é um dos melhores minerais que ajudam a prevenir e tratar a ansiedade. O magnésio ajuda a regular os níveis de cortisol e promove sensação de bem estar. Uma simples xícara de espinafre fornece 40% de sua cota diária de magnésio, mais 5 gramas de proteína. Espinafre também é rico na vitamina B, que se converte em ácido fólico. Pode ser integrado em omeletes, saladas e recheios de tortas e empadas.

17. Peru
  O peru é um alimento potente no combate à ansiedade e estresse. Isso porque é uma das melhores fontes de triptofano, que está associado à sensação de sonolência e relaxamento. O peru causa uma sensação de calma após ser ingerido devido à elevada quantidade de triptofano que ele contém. A proteína magra, no entanto, irá mantê-lo alerta e acordado, enquanto o teor de triptofano tem a função de torná-lo mais relaxado.
O peru é importante para os hormônios e metabolismo, por isso certifique-se de escolher versões sem hormônios, orgânicos e com baixo teor de sódio (evitando os processados). Os níveis de sódio elevados realmente contribuem para aumentar a pressão arterial, o que induz a ansiedade.

18. Maracujá
  O maracujá tem efeitos calmantes, mas não necessariamente a fruta. As propriedades calmantes são encontradas na planta, que contém alcaloides e flavonoides que são substâncias que combatem a depressão no sistema nervoso central que estão relacionadas à sensibilidade e consciência. O chá da planta de maracujá pode atuar como analgésico e relaxante muscular, ajudando a controlar a ansiedade, reduzindo estresse, fadiga e insônia. Além disso, ainda ajuda a combater a asma e outras doenças relacionadas à respiração e melhoram a circulação sanguínea, o que evita dores de cabeça e cólicas.

19. Leite
  Você provavelmente faz ou conhece alguém que bebe leite antes de dormir. Essa tradição realmente tem a ver com os efeitos do leite no organismo, que ajuda a relaxar e proporcionar um sono mais tranquilo. De acordo com um estudo publicado no British Food Journal, o leite contém fosfolipídios que atuam diretamente no humor, na função cognitiva combatendo o estresse e ajudando o corpo a relaxar.
Em uma pesquisa realizada com um grupo de 46 pessoas por três semanas consecutivas, na Alemanha, descobriu-se que a ingestão diária de fosfolipídios (presentes no leite) ajuda a melhorar a memória e aumentar a capacidade psicológica e endócrina de lidar com o estresse.

20. Grass-feed (carne alimentada com capim)
   Carnes alimentados com capim não são apenas as melhores para o planeta, também são as melhores para as pessoas. Esse tipo de carne tem mais antioxidante, incluindo vitaminas C e E e betacaroteno, do que carne alimentadas com grãos, além de não terem hormônios adicionados, antibióticos ou outras drogas prejudiciais à saúde. E, embora seja mais baixa em gorduras, em geral, a grass-feed tem duas a quatro vezes mais ômega-3. Um estudo publicado no British Journal of Nutrition descobriu que voluntários saudáveis ​​que consumiram carne alimentada com capim aumentaram seus níveis sanguíneos de ômega-3 e diminuiram os níveis de ômega-6, ácidos graxos que têm efeito inflamatório. Estas alterações têm sido associadas a um risco mais baixo de uma variedade de distúrbios, incluindo o câncer, doenças cardiovasculares, depressão e doença inflamatória. Carne alimentadas com capim são mais caras, mas valem a pena pelos benefícios que promovem.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Os bons e maus conselhos de Stephen King para jovens autores

Regras apresentadas por Stephen King¹ a esses aprendizes de escritor:

1)     Escreva para si próprio; só depois pense no leitor.

 Com base no que tenho lido da nossa recente produção literária, esta regra é seguida à risca. Um traço distintivo de boa parte da ficção contemporânea brasileira é escrever para si mesmo – ou, no máximo, para os coleguinhas. Ou seja, busca-se, quando muito, o reconhecimento dos pares, não do leitor. “Escritores precisam olhar para si próprios”, escreve Stephen King.  Acho que este é um mau conselho, pois contribui para gerar autores autocomplacentes e pouco preocupados em agradar ao leitor, movidos pela convicção de que literatura é egotrip, e de que suas angústias pessoas bastam para render um bom romance;

2)     Cuide bem do começo do livro. Escreva uma palavra de cada vez.

  
  “A primeira linha deve convidar o leitor a entrar na história. (...) Quer se trate de uma pequena história de uma página, ou de uma epopeia como ‘O Senhor dos Anéis’, o trabalho é sempre feito uma palavra de cada vez.” Certíssimo. A boa literatura se faz com palavras, não com bons sentimentos ou boas intenções. A boa literatura é artesanato e cuidado com os detalhes: cada sentença tem que cumprir sua função. Muito do que se publica hoje no Brasil, mesmo quando é bom, tem cara de rascunho escrito às pressas. Romances são lançados antes de estarem prontos. Escritores são cultuados antes de estarem maduros.

3)     Pare de ver televisão; em vez disso, leia o quanto for possível.

  
  Para mim, pessoalmente, tem sido mais estimulante e útil, do ponto de vista criativo, assistir a séries como “Mad Men” e “True Detective” – ou a brasileira “Magnífica 70” – do que ler romances contemporâneos. A TV é hoje o lugar onde as narrativas avançam, onde a estrutura e a linguagem são levadas a sério, onde existe preocupação com o resultado e onde são produzidas obras para adultos, não somente em termos da força do conteúdo, mas também por tratar de questões emocionais e existenciais profundas. Para quem quer aprender a escrever bem, ver cada vez mais TV pode ser muito útil, basta escolher bem o quê assistir.

4)     Não utilize a voz passiva. Evite os advérbios. Fazer parágrafos.
  
   Não se deve menosprezar esse tipo de conselhos técnicos, ainda mais vindo de um autor que vende milhões de exemplares de seus livros. Muitos jovens autores começam querendo reinventar a roda antes de entender a função e os efeitos das normas e das convenções da língua. Stephen King acerta quando diz: “Os escritores tímidos gostam da voz passiva pela mesma razão que os amantes tímidos gostam dos parceiros passivos. A voz passiva não corre riscos”; ou “Os advérbios não são seus amigos”; ou ainda: “Os parágrafos são tão importantes no plano visual como no plano do significado”. Correto (aliás, tentei evitar o uso de advérbios nesta resenha!)

5)     Não tente roubar a voz de outra pessoa.

  
  “Quando você tenta imitar o estilo de outro escritor, não produz nada além de imitações pálidas. Você nunca deve tentar reproduzir a maneira como alguém se sente e experimenta algo”. Certo de novo. Os jovens escritores costumam cair na armadilha de imitar Guimarães Rosa, ou Clarice Lispector ou Rubem Fonseca – ou, em outro nicho, a pior literatura açucarada – e nunca encontram a própria voz. Estilo não se copia.

6)     Não há como transformar um escritor ruim em um escritor bom, mas há como transformar um escritor razoável em um escritor melhor.


 ¹ Stephen Edwin King é um escritor norte americano, conhecido por seus livros do gênero de horror/terror que foram traduzidos para mais de 40 idiomas e muitos foram para as telas do cinema, como por exemplo, "À Espera de um Milagre", "Conta Comigo", "Um Sonho de Liberdade", "O Iluminado" e outros.
Stephen King é formado em Inglês, pela Universidade do Maine, e ensinou durante muitos anos inglês na Academia Hampden em Hampden, Maine.


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

UM OBRIGADO POR DIA, NEM SABE O BEM QUE LHE FAZIA.

Obrigado (a), uma simples palavra com um poder tão grande. Não admira que seja uma das primeiras palavras que os livros turísticos sugerem que aprendamos. A gratidão injeta energia positiva na sociedade. Quando pronunciamos esta expressão, seja em que língua for, oferecemos cortesia, respeito, reconhecimento, satisfação aos que conosco se cruzam.
Agradecer o que de bom nos acontece na nossa vida e no nosso dia-a-dia traz também uma boa dose de energia positiva para a nossa existência, ajudando-nos a passar mais facilmente pelos momentos difíceis da vida.
A gratidão é uma emoção que só há cerca de uma década tem sido estudada cientificamente. De acordo com os estudos que têm vindo a ser conduzidos, a prática da gratidão pode aumentar em cerca de 25% os níveis de felicidade, ao ajudar a controlar os níveis de bem-estar. Dois psicólogos, Michael McCollough e Robert Emmons, levaram a cabo uma investigação na qual algumas centenas de pessoas foram divididas em três grupos, e todos os participantes tinham que fazer registos em diários. Durante três semanas, os participantes de um dos grupos tinham que registar eventos que haviam ocorrido durante o dia, sem que lhes tenha sido dito especificamente para escreverem sobre coisas boas ou más; o segundo grupo registava experiências negativas; e o terceiro grupo foi instruído para fazer uma lista diária de coisas pelas quais se sentiam agradecidos. Os resultados da investigação indicam que praticar exercícios diários de gratidão resulta em níveis mais elevados de alerta, entusiasmo, determinação, otimismo e energia. Os participantes do terceiro grupo revelaram ainda ter experienciado menos depressão e stress, estavam mais predispostos a ajudar os outros, praticavam exercício com mais regularidade, e foram mais bem-sucedidos na aquisição de objetivos pessoais. Os efeitos mantinham-se seis meses depois.
Mas como é que agradecer pode provocar tudo isto em nós? A relação entre pensamentos, química cerebral, humor, função endócrina, e funcionamento de outros sistemas fisiológicos no nosso corpo é demasiado complexa para nos debruçarmos sobre ela neste artigo. Contudo, os pensamentos podem realmente despoletar mudanças fisiológicas que afetam a nossa saúde física e psíquica. O que pensamos afeta a forma como nos sentimos (emocionalmente e fisicamente). Portanto, ao aumentar os pensamentos positivos, podemos aumentar o bem-estar.
Podemos treinar e aumentar a nossa experiência e expressão de gratidão através, por exemplo, de uma tarefa muito simples que consiste em escrever um “Diário de Gratidão”. Os diários de gratidão podem assumir várias formas, mas uma maneira de o fazer é escrever todos os dias antes de dormir uma coisa (pelo menos, podem ser várias) pela qual se tenha sentido grato (a) nesse dia. Pode ser um evento que tenha acontecido nesse dia, alguma coisa que tenha sentido, ou alguém na sua vida que tenha tido um impacto positivo em si. Não precisam ser coisas extraordinárias!
Podem ser coisas pequenas: um chocolate delicioso que comeu um elogio que um amigo lhe fez, um duche quente que o deixou relaxado, etc. Facilmente tomamos estes pequenos prazeres como garantidos, damos-lhes pouco valor. Aprender a agradecer cada pequena coisa que nos é dada altera o foco das coisas que faltam na nossa vida, para a abundância de coisas que já temos presentes. A gratidão torna as pessoas mais felizes e mais resilientes, fortalece as relações entre as pessoas, promove a saúde e reduz o stress.
Como diz Robert Emmons, a gratidão funciona como “um sistema imunitário psicológico que nos torna à prova-de-bala em tempos de crise”. A vida não é um mar de rosas e é difícil sentirmo-nos gratos quando algo mal nos acontece, mas ter uma espécie de conta bancária, uma reserva de coisas boas e a capacidade de nós reforçarmos nelas ajudam-nos a superar melhor os momentos maus.

                                                                                   Ana Margarida Marcão.


Fonte:  http://www.profdoni.pro.br/home/index.php/menu-principal/textos-educativos/567-um-obrigado-por-dia-nem-sabe-o-bem-que-lhe-fazia
                                                                                   


                                                                    

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Saiba a importância do alongamento antes e depois do exercício físico

O alongamento devolve à musculatura o tamanho normal dela, além de melhorar a postura, a circulação local e prevenindo o corpo de algumas lesões.

Nossos músculos tendem a encurtar, ou seja, diminuir de tamanho, quando ficamos muito tempo parados ou costumam ficar enrijecidos quando fazemos uma atividade física muito desgastante. O alongamento nada mais é do que um conjunto de exercícios que têm por função devolver aos músculos o seu tamanho natural ou relaxar a musculatura.
Deste modo, alongar-se é extremamente importante antes e depois de qualquer atividade física, trazendo inúmeros benefícios à saúde e até mesmo ao desempenho no exercício.
Antes do exercício físico, o alongamento serve, principalmente, como um fator de prevenção contra lesões musculares durante a atividade, é uma forma de preparar o corpo para se exercitar, deixando-o mais flexível e ampliando seus movimentos. Depois do exercício, sua função é relaxar a musculatura, evitando as dores posteriores à atividade.
Qualquer pessoa pode realizar alongamentos, independente da idade ou condicionamento físico. O que irá variar é a intensidade, uma pessoa sedentária irá começar com exercícios mais leves e, com o tempo, a intensidade vai aumentando gradativamente. Atletas de alto rendimento já conseguem fazer alongamentos mais rigorosos, pois seu corpo está acostumado a isso.
alongamento é uma atividade simples de ser realizada, pode ser feito em qualquer lugar, qualquer hora e não tem nenhum custo.
É importante o auxílio de um profissional para ensinar e ajudar na execução dos exercícios, quando se está começando a alongar. Depois que você já souber passo a passo cada exercício, estes poderão ser realizados em casa mesmo. Mas cuidado, qualquer alteração na intensidade deve ser orientada.

Alguns benefícios que o alongamento proporciona são:
  • Reduz o risco de lesões musculares ou entorses articulares (torcicolos, câimbras, etc.).
  • Reduz as tensões musculares, relaxando a musculatura.
  • Aumento da flexibilidade e amplitude dos movimentos, melhorando o desempenho esportivo.
  • Torna mais fáceis algumas atividades físicas desgastantes, como corridanatação, etc., preparando a musculatura para o exercício.
  • Reduz o encurtamento muscular.
  • Melhora a circulação sanguínea, prevenindo contra problemas articulares nos braçospernas ou costas.
  • Melhora a coordenação motora.
  • Previne contra problemas posturais.
  • Auxilia no relaxamento mentaldiminuindo o estresse.
  • Contribui para a cicatrização óssea, em casos de fratura.
  • Desenvolve a propriocepção (consciência corporal), à medida que a pessoa concentra-se na parte que está sendo alongada.
  • Reduz as cólicas menstruais, nas mulheres.
  • Ajuda no aquecimento, à medida que eleva a temperatura corporal.
O alongamento deve ser feito lentamente. Deve-se tentar relaxar durante a sua prática. Encontre uma posição confortável e sustente-a para relaxar o músculo, permaneça nessa posição entre 10 e 30 segundos, depois, passe para o outro exercício. É importante também, manter a respiração de forma lenta e controlada.
Para a melhor eficiência dos alongamentos, deve-se seguir uma ordem dos exercícios: dos membros superiores para os membros inferiores e do centro para as extremidades. Começa-se pelos músculos que são os principais responsáveis pelo movimento, chamados de músculos primários, são eles: os peitorais, os músculos superiores das costas, os glúteos e os posteriores das coxas. A seguir, passa-se para os chamados secundários, aqueles que participam do movimento de forma mais branda:bíceps (dos braços e pernas), e os músculos que envolvem as mãopés e dedos.
alongamento não necessariamente deve estar ligado a alguma atividade física, pode fazer parte da rotina: ao levantar-se, no meio do trabalho, ou em qualquer momento em que sentir a necessidade de relaxar os músculos.
Então, comece a alongar-se agora mesmo!
Quadro de alongamentos